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Terça-feira, 28 de Abril de 2026

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Uso contínuo da pílula é associado ao risco de tumor cerebral

Embora esses tumores, conhecidos como meningiomas intracranianos, sejam geralmente benignos, podem causar complicações neurológicas.

Uso contínuo da pílula é associado ao risco de tumor cerebral
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Um estudo recente aponta que o uso de pílulas anticoncepcionais pode estar relacionado a um leve aumento no risco de desenvolver um tumor cerebral conhecido como meningioma intracraniano.

Embora esses tumores sejam, na maioria das vezes, benignos, eles podem causar complicações neurológicas e, em alguns casos, exigir intervenção cirúrgica.

O que é o meningioma?

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O meningioma já foi anteriormente associado a medicamentos que contêm progestagênios sintéticos — substâncias que imitam a progesterona natural, um hormônio essencial no ciclo menstrual e na gravidez. A pílula anticoncepcional é um dos medicamentos que pode conter esse tipo de substância.

Os pesquisadores, liderados por uma equipe da Agência Nacional Francesa de Segurança de Medicamentos e Produtos de Saúde (ANSM), decidiram dar continuidade a estudos anteriores para avaliar o risco associado ao uso prolongado da pílula anticoncepcional.

De acordo com os dados apresentados, mulheres que utilizaram o anticoncepcional de forma contínua por mais de cinco anos apresentaram uma incidência de 1 caso a cada 17.331 usuárias de desenvolver um tumor que necessitaria cirurgia. Já entre aquelas que usaram a pílula por menos de cinco anos, o risco estimado foi de 1 em 67.300.

Ainda que o estudo não tenha comprovado uma relação direta de causa e efeito, os autores recomendam cautela com o uso prolongado da pílula, especialmente em mulheres que tenham histórico familiar de problemas neurológicos ou hormonais.

No artigo publicado no The BMJ (British Medical Journal), os pesquisadores enfatizam a importância da monitorização médica regular em mulheres que usam ou usaram a pílula anticoncepcional por longos períodos. Segundo eles, esse acompanhamento pode permitir a detecção precoce de eventuais alterações cerebrais, facilitando o diagnóstico e tratamento, caso necessário.

Eles reforçam que o objetivo do estudo não é alarmar, mas sim informar médicas, médicos e pacientes sobre possíveis riscos associados ao uso contínuo de anticoncepcionais hormonais, possibilitando uma escolha mais consciente e individualizada do método contraceptivo.

Além disso, especialistas lembram que os benefícios do uso da pílula — como a prevenção da gravidez, regulação do ciclo menstrual e tratamento de algumas condições hormonais — ainda superam os riscos para a maioria das mulheres. No entanto, o acompanhamento ginecológico continua sendo fundamental para avaliar cada caso de forma personalizada.

FONTE/CRÉDITOS: noticiasaominuto.com.br
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