Portal de Notícias - Notícias de Barueri e região

Sexta-feira, 24 de Abril de 2026

Notícias Economia

Preço nas alturas do azeite, café e cacau foi culpa do clima extremo, mostra estudo que avaliou produtos em 18 países

Levantamento global mostra que secas, chuvas e ondas de calor dispararam os valores de alimentos entre 2022 e 2024, pressionando o custo de vida e ameaçando a segurança alimentar

Preço nas alturas do azeite, café e cacau foi culpa do clima extremo, mostra estudo que avaliou produtos em 18 países
IMPRIMIR
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

O impacto da crise climática, causada pela queima de combustíveis fósseis, chegou no prato e no bolso. Um estudo realizado por diversas instituições da Europa analisou 16 produtos da cesta básica em 18 países ao redor do mundo e revelou que eventos climáticos extremos – secas, precipitações e ondas de calor intensas – que superaram "todos os precedentes históricos" anteriores a 2020 foram os principais responsáveis por aumentos de preços entre 2022 e 2024.

Esse trabalho foi realizado por pesquisador do Centro Nacional de Supercomputação de Barcelona (BSC), da Espanha; do Instituto Potsdam para Mudanças Climáticas, da Alemanha; do instituto de pesquisa catalão ICREA, da Espanha; do Banco Central Europeu, e da Universidade de Aberdeen, do Reino Unido.

- No Reino Unido, os preços da batata aumentaram 22% entre janeiro e fevereiro de 2024 após chuvas extremas de inverno que, segundo cientistas, foram 20% mais intensas e 10 vezes mais prováveis devido às mudanças climáticas.

- Na Califórnia e no Arizona, nos Estados Unidos, os preços dos vegetais subiram 80% em novembro de 2022, após a seca extrema do verão nos estados do oeste.

- Na Etiópia, os preços dos alimentos estavam 40% mais altos em março de 2023 após a seca de 2022 no Chifre da África, a pior em 40 anos e que, como destacaram cientistas, foi "muito mais forte" e "cerca de 100 vezes mais provável" devido às mudanças climáticas.

- Na Espanha e na Itália, o azeite de oliva subiu 50% por conta seca, que se intensificou em 30% na temporada 2022-2023 em decorrência do aquecimento global.

- Os preços globais do cacau subiram 280% em abril de 2024, após a onda de calor na Costa do Marfim e em Gana.

- Os preços globais do café subiram 55% em agosto de 2024 após a seca de 2023 no Brasil, e os preços do café Robusta subiram 100% em julho de 2024 após o calor recorde registrado alguns meses antes no Vietnã e em toda a Ásia.

 

- Na Índia, o preço das cebolas e batatas subiu mais de 80% no segundo trimestre de 2024 após uma onda de calor em maio.

- No Japão, os preços do arroz ficaram 48% mais altos em setembro de 2024, após a onda de calor de agosto, quando o país vivenciou seu verão mais quente desde que os registros regionais começaram, em 1946.

- Na Coreia do Sul, os preços do repolho subiram 70% em setembro de 2024, após a onda de calor de agosto. O país registrou a maior temperatura média de verão desde que esses registros começaram há meio século.

- O Paquistão sofreu um aumento de 50% nos preços dos alimentos rurais nas semanas seguintes às enchentes de agosto de 2022, com chuvas de monções 547% acima da média e precipitação semanal cumulativa recorde em julho (200 mm) em solos já saturados.

- No México, os preços de frutas e vegetais subiram 20% em janeiro de 2024 após a seca de 2023, uma das mais severas que o país enfrentou em mais de uma década.

Os autores destacaram que, quando os preços sobem, as famílias de baixa renda tendem a reduzir o consumo de alimentos nutritivos, como frutas e vegetais, por não terem condições de comprá-los.

Também apontaram que choques nos preços dos alimentos induzidos pelas mudanças climáticas podem agravar uma série de problemas de saúde, desde a desnutrição – o que é particularmente preocupante para crianças cujas necessidades nutricionais são maiores – até uma série de condições crônicas, incluindo doenças coronárias, diabetes tipo 2 e diversos tipos de câncer.

"Até atingirmos emissões líquidas zero, o clima extremo só vai piorar e já está prejudicando as plantações e elevando o preço dos alimentos em todo o mundo”, completou Maximillian Kotz, pesquisador de pós-doutorado Marie-Curie no BSC e principal autor do estudo.

FONTE/CRÉDITOS: umsoplaneta.globo.com
Comentários:
Barueri 24 Horas

Publicado por:

Barueri 24 Horas

Saiba Mais

Veja também

Cadastro de Pets Perdidos

Barueri - SP

Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )