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Quarta-feira, 29 de Abril de 2026

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Metade dos pacientes com intestino irritável têm ansiedade, diz estudo

Levantamento nacional mostra impacto da SII na saúde mental. Especialistas defendem mais informação e tratamento individualizado

Metade dos pacientes com intestino irritável têm ansiedade, diz estudo
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Síndrome do Intestino Irritável (SII) é uma doença crônica que pode atingir até 17% da população brasileira. Apesar de estar relacionada ao sistema digestivo, a condição afeta também as emoções: uma pesquisa divulgada nessa terça (2/9) com 667 participantes de todas as regiões do Brasil revelou que 56% dos pacientes com SII têm ansiedade e 32%, depressão.

O estudo, conduzido pelo Instituto Inception e pela Apsen em parceria com o Núcleo de Avaliação Funcional do Aparelho Digestivo (Nafad), reforça a importância da relação entre o cérebro e o intestino no agravamento dos sintomas.

A demora no diagnóstico é um dos grandes desafios: o tempo médio para a confirmação da SII é de 14 meses. Segundo o gastroendoscopista Fábio Teixeira, o autoconhecimento é essencial para reconhecer os sinais da doença.

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“Se em algum momento a dor abdominal persiste pelo menos uma vez por semana, associada a alterações no hábito intestinal, esse paciente já tem dados objetivos para o diagnóstico. É possível ter vida normal, mas o segredo está em assumir parte da própria jornada, identificando gatilhos alimentares, emocionais ou de estilo de vida”, destaca Teixeira.

O que é SII e seus principais sintomas

  • Síndrome do Intestino Irritável (SII) é um distúrbio crônico do funcionamento do intestino, sem causa orgânica definida.
  • A doença está ligada à interação entre intestino, microbiota e fatores emocionais, como ansiedade e estresse. Embora não tenha cura, pode ser controlada com mudanças no estilo de vida, dieta adequada e tratamento médico.
  • Dor abdominal: critério central para o diagnóstico, geralmente melhora após evacuar.
  • Alterações intestinais: episódios de diarreia, constipação ou padrão alternado.
  • Distensão abdominal: inchaço e gases frequentes.
  • Sensação de evacuação incompleta: urgência ou muco nas fezes.
  • Crises recorrentes: sintomas que se repetem por meses, sem causas orgânicas aparentes.

O impacto da doença vai além da saúde física. O levantamento mostra que 46% dos pacientes precisaram se afastar do trabalho pelo menos duas vezes ao longo da vida devido às crises.

Para o médico hebiatra e psiquiatra Williams Ramos, a condição ainda sofre com o preconceito. “Muitos minimizam os sintomas como se fossem apenas coisa da cabeça. Mas é uma doença real, que interfere na produtividade e exige tratamento adequado”, afirma.

As experiências pessoais ajudam a traduzir a complexidade da SII. A modelo e empresária Yasmim Brunet contou que identificar a relação entre ansiedade e os sintomas foi decisivo: “Nada acalmou mais meu intestino do que entender a ligação dele com minha depressão e ansiedade. Hoje, sei que cuidar da cabeça é essencial”.

Já a influenciadora Gislene Charaba, diagnosticada após um quadro de colite, reforça que aprender a manejar a dieta e o estresse faz parte do novo normal. “Não gosto de colocar tudo na conta do emocional, mas em momentos de pico de ansiedade, não tem jeito, o corpo responde”, diz.

O tratamento da SII é individualizado e pode incluir mudanças na alimentação, uso de probióticos, hidratação e medicamentos para controle da dor e dos sintomas intestinais. Em alguns casos, neuromoduladores são indicados para melhorar a qualidade de vida.

Mais do que isso, especialistas defendem que combater o estigma e promover campanhas de informação são passos fundamentais. “Não podemos normalizar todos os sintomas. Buscar ajuda médica é essencial para diagnóstico precoce e tratamento eficaz”, reforça Ramos.

Com a campanha Pode Ser SII, disponível no site podesersii.com.br, pacientes podem acessar um teste gratuito baseado nos critérios internacionais Roma IV. A iniciativa busca conscientizar a população e estimular o diálogo sobre uma condição que, embora comum, ainda carrega tabus e subdiagnósticos.

FONTE/CRÉDITOS: metropoles.com
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