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Quarta-feira, 29 de Abril de 2026

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Casos de hepatite A disparam em São Paulo e acendem alerta sanitário

Estado registra aumento de quase 90% nas infecções em 2025

Casos de hepatite A disparam em São Paulo e acendem alerta sanitário
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Entre janeiro e a primeira semana de julho de 2025, o Estado de São Paulo identificou 974 casos de hepatite A — um salto de quase 90% em relação ao mesmo período do ano anterior. A maior parte das infecções está relacionada à ingestão de água ou alimentos contaminados, embora também haja registros de transmissão por contato sexual.

Diante do aumento expressivo, a Secretaria de Estado da Saúde lançou uma plataforma digital que acompanha, em tempo real, o avanço de doenças transmitidas por via hídrica e alimentar, como hepatite A e febre tifoide. A ferramenta fornece dados por município, sexo, idade e taxa de incidência por 100 mil habitantes.

Hepatite B e C seguem em circulação ativa

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Outros tipos de hepatites virais também seguem com números relevantes. Até abril, já eram 560 confirmações de hepatite B e 641 de hepatite C no Estado. Em todo o ano passado, os números chegaram a 2,4 mil e 3,1 mil, respectivamente.

Essas infecções atacam o fígado, muitas vezes sem apresentar sintomas. Quando não diagnosticadas e tratadas, podem evoluir para quadros graves como cirrose e câncer hepático. Embora sejam causadas por diferentes agentes, compartilham características como a transmissão por sangue contaminado ou fluidos corporais. O vírus da hepatite A, no entanto, é o único transmitido predominantemente por via fecal-oral.

Vacinação é a principal forma de prevenção

A vacina contra a hepatite A é oferecida gratuitamente no SUS, assim como a de hepatite B — que faz parte do calendário infantil e deve ser aplicada logo após o nascimento. O Ministério da Saúde também passou a recomendar a vacina contra hepatite A para usuários da PrEP, tratamento usado para prevenir o HIV.

A imunização tem alcançado bons resultados. Em 2025, a cobertura vacinal de hepatite B entre bebês de até um mês atingiu 94,19%, número superior ao de 2022, quando a taxa estava em 82,7%.

Painel também aponta outras doenças de risco hídrico

O novo sistema de vigilância estadual também monitora outras doenças ligadas ao saneamento básico e à contaminação hídrica. Em 2025, um caso de febre tifóide foi confirmado e outros 25 estão sob investigação. Já a poliomielite não teve registros até agora, embora 21 suspeitas tenham sido descartadas. A Paralisia Flácida Aguda, condição que pode ter ligação com o vírus da pólio, foi notificada 31 vezes.

FONTE/CRÉDITOS: noticiasaominuto.com.br
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